A Embrapa Solos (centro de pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Embrapa, situado no Rio de Janeiro) recebe no dia 25 de setembro de 2009, às 14h, algumas das maiores autoridades brasileiras e internacionais em fertilizantes para o painel Fertilizantes e Produção de Alimentos no Mundo. Estarão presentes profissionais da Petrobras, Fosfertil e Instituto Internacional do Potássio (IPI-Suíça), além da própria Embrapa.
O evento vai debater um possível apagão de fertilizantes nas próximas décadas, o que colocaria a agricultura brasileira em cheque. Esse assunto é pouco debatido no meio urbano, mas a possibilidade de aumento no preço dos alimentos, quando o apagão vier,não pode mais ser ignorada. Medidas para reverter esse quadro foram tomadas pela Embrapa a fim de identificar fontes alternativas de nutrientes para a agricultura brasileira, com a criação da Rede FertBrasil, iniciativa da estatal de pesquisa agroprecuária com diversas instituições de pesquisa e empresas do setor privado.
No ranking mundial de produção de fertilizantes, o Brasil ocupa o 4o lugar, contudo essa produção não é suficiente para atender a demanda interna e o País é fortemente dependente da importação desses insumos. Em 2008, o Brasil importou mais de 15 milhões de toneladas de fertilizantes, sendo que só de potássio, o Brasil importa mais de 90% do que necessita para suas lavouras. Essa tendência deverá se intensificar com a expansão da agroenergia, notadamente com a expansão da cana-de-açúcar e as espécies oleaginosas. Para concretizarmos a ideia de desmatamento zero, recuperando áreas de pastagens degradadas tornando-as áreas produtoras de alimentos, precisamos de grandes quantidades de fertilizantes para restaurar os níveis de fertilidade desses solos. Em outras palavras, a conta brasileira de fertilizantes não fecha.
O governo quer aumentar a produção de fertilizantes no país como um instrumento para conter a alta no preço dos alimentos. A redução da dependência nessa área foi recomendada pelo presidente Lula. Na safra 2008/09 os fertilizantes tiveram reajustes superiores a 100%, tornando-se um dos principais fatores de pressão inflacionária no setor.
A intenção do governo é reverter o quadro de dependência externa, reduzindo de 75% para 25% do consumo a importação desse tipo de produto. Vale lembrar que o crescimento no consumo de fertilizantes no País é de 4,0% ao ano.
Serviço:
Painel Fertilizantes e Produção de Alimentos no Mundo
Local: Embrapa Solos Rua Jardim Botânico, 1024 Jardim Botânico Rio de Janeiro-RJ (estacionamento no local)
14h Abertura Maria de Lourdes Brefin, Chefe Geral da Embrapa Solos
14h20 Futuro e tendências para a produção e o consumo de fertilizantes nitrogenados no Brasil e no mundo: perspectivas brasileiras Heraldo Namorato de Sousa pesquisador da Petrobras
15h Futuro e tendências para a produção e consumo de fertilizantes fosfatados no Brasil e no mundo: perspectivas brasileiras. Roberto Busato Belger diretor industrial da Fosfertil Fertilizantes S/A
15h40 - Coffee break
16h- Futuros padrões do consumo de potássio: a produção pode fazer frente à demanda por grãos? Hillel Magen diretor internacional do Instituto Internacional do Potássio
16h40 - Mesa redonda aberta a perguntas e discussões Coordenação Vinícius Benites - pesquisador da Embrapa Solos
17h30- Encerramento
Informações para imprensa:
Carlos Dias
Embrapa Solos
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